domingo, 2 de fevereiro de 2014

SOLIDÃO - ALCEU VALENÇA


A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.

QUERIDA AVÓ

Foto: QUERIDA AVÓ

Sou eu,
o teu netinho!
Lembra-te de mim?
Às vezes esquece-me,
mas eu hei de lembrar-me
sempre de você…

Na tua cabeça,
Você já não é a mesma,
Você está diferente,
já não pensa como antes,
não pensa da mesma maneira.

Faz muitas vezes
a mesma pergunta…
Apesar de eu te responder,
Você continua a repetí-la…
Mas pouco importa,
continuarei a te responder.

Você faz muitas confusões,
mesmo sem te dar conta.
Então eu tomo conta de você
e te ajudo o melhor que posso.

Vovozinha,
a culpa não é tua,
não te martirizes.
Você está doente,
é por isso que é assim.

Você tem a doença de Alzheimer,
é a doença do esquecimento.
É você quem está doente,
mas nós, os que estamos perto de ti
também sofremos…

Para te curar,
não há nenhum remédio.
SOMENTE MUITO AMOR…

Sandrine Lavallé - Alzheimer Europa


Sou eu,
o teu netinho!
Lembra-te de mim?
Às vezes esquece-me,
mas eu hei de lembrar-me
sempre de você…

Na tua cabeça,
Você já não é a mesma,
Você está diferente,
já não pensa como antes,
não pensa da mesma maneira.

Faz muitas vezes
a mesma pergunta…
Apesar de eu te responder,
Você continua a repetí-la…
Mas pouco importa,
continuarei a te responder.

Você faz muitas confusões,
mesmo sem te dar conta.
Então eu tomo conta de você
e te ajudo o melhor que posso.

Vovozinha,
a culpa não é tua,
não te martirizes.
Você está doente,
é por isso que é assim.

Você tem a doença de Alzheimer,
é a doença do esquecimento.
É você quem está doente,
mas nós, os que estamos perto de ti
também sofremos…

Para te curar,
não há nenhum remédio.
SOMENTE MUITO AMOR…
(Sandrine Lavallé - Alzheimer Europa)

SENTINDO OS EFEITOS DA IDADE AVANÇADA


Para captar os efeitos da idade avançada, é preciso entender que a marcha inexorável do tempo vai deixando suas marcas nas pessoas.  Pode-se combater seus efeitos, tomando-se uma série de medidas (nem sempre eficazes), mas a causa principal permanecerá, pois o tempo não volta para trás e sempre irá paulatinamente cobrando seu tributo, por mais cuidados que se tome.  Seus efeitos serão minimizados, e assim, a passagem do tempo poderá ser menos sentida, mas é inexorável. Prosseguirá sem interrupção até o final.

A melhor maneira de se conviver com o fantasma da idade é sua aceitação.  É, sobretudo, aceitar as limitações que ela nos começar a impor. Dentro dessa aceitação, definir bem o que se poderá ou não fazer, e não adianta rebelar-se, tentando manter um ritmo de vida incompatível com as possibilidades físicas.  Não podemos nos esquecer de que cada caso é um caso, não servindo comparações com determinada pessoa para querer acompanhar seu ritmo. 

Temos que saber analisar nossas reais possibilidades.  Conhecer bem nosso organismo, sabendo até onde poderemos chegar, não sendo aconselhável uma “forçada de barra”, pois seus efeitos poderão ser catastróficos, precipitando a chegada de certos efeitos indesejados.

Quais seriam então os desejos masculinos ante o fantasma da velhice? Basicamente o principal desejo que 15 entre 10 homens terá, será “ter a energia dos 20 anos, com a experiência de vida dos 60”.  Simples, não? Seria realmente o ideal de vida.  Mas há que se cair na real, e acontece que para muitos essa aceitação é complicada.

Então, começa a inútil “busca da juventude perdida”.  Esses homens, tentando mostrar que ainda tem todo o pique, começam a procurar a companhia de garotas jovens, frequentando lugares da moda, procurando vestir-se como os jovens, tentando aparentar que ainda são jovens.

Nada contra, se for uma pessoa livre, e se ainda tiver um certo pique, não precisando de certos estimulantes para obter os resultados almejados.  Não podemos nos esquecer de que tais medicamentos sempre acabam cobrando um tributo.  Há que se tomar cuidado, nunca dispensando a opinião médica. Caso contrário, ao invés da “juventude perdida”, poderão encontrar sérios problemas de saúde.

Muitas vezes, contudo, nessa busca infrutífera, acabam abandonando a família que sempre esteve a seu lado, trocando-a por companhias mais jovens. Conheço muitos casos bem tristes do que ocorreu com nossos heróis, vendo depois a velhice chegar muito mais rapidamente, encontrando-o sós e sem recursos.  Valeu a pena o gosto do reencontro com a juventude?

O que mais angustia os homens que não souberam preparar-se física e emocionalmente para a idade, é quando notam que sua virilidade parece estar diminuindo. É óbvio que a potência e frequencia sexuais diminuem com o tempo.  E como é difícil de aceitar esse fato.  É muito difícil encontrar alguém que aceite numa boa as limitações do tempo.  O mais comum, é estufarem o peito dizendo que “comigo não tem disso não”.  Mas que tem, tem, essa é a irrefutável verdade.

É impossível deter os efeitos causados pela idade.  Contudo, uma das soluções bem encontradas, é o “aprimoramento” da coisa. É substituir a potência pela experiência. Sabendo usar, não vai faltar,  e sabendo usar bem, melhor ainda.

Essa é a principal angústia que desmotiva muitos idosos, transformando-os em velhos. Costuma se dizer que o principal problema do homem, “não é a primeira vez em que não dá a segunda, mas sim, a segunda vez que não dá a primeira...”.  O que muitos homens precisam entender, é que a coisa não funciona como um botão de “liga e desliga”.  Faz parte do organismo, e sujeito a falhas, até mesmo quando somos jovens, que dirá mais tarde.

Não é motivo para angústia ou desespero.  Precisamos encarar a fera de frente.  Sempre caberá uma consulta ao urologista (com dedo e tudo), para saber se poderá estar ocorrendo uma causa clínica.  Na maioria das vezes, são problemas psicológicos.  O pior, será assustar-se com uma eventual disfunção, passando a julgar que se está impotente.

Isso acontecendo, muitos se entregam  totalmente ao desespero, julgando-se “acabado para a vida”, e nesse caso, muitas vezes fecham-se em sua angustia, tornando-se até agressivos com suas companheiras, que não entendendo o que se está passando, ao invés de ajudar, brigam mais ainda, reclamando da falta de sexo, o que vem aumentar mais ainda a crise existencial. E nesse caso, o que se impõe é um diálogo aberto, franco e esclarecedor.

O mais importante, será manter o equilíbrio, aceitando certos fatos da vida, e procurando adequar-se à situação, sempre tendo presente que a vida é e sempre será bela e gostosa para ser vivida, basta que saibamos aceita-la com suas benesses e com seus problemas. (Marcial Salaverry).

sábado, 1 de fevereiro de 2014

DISFARCE - FAFÁ DE BELÉM


Você vê esse meu jeito
De pessoa liberada
Mas não sabe que por dentro
Não é isso, não sou nada...

Tenho ares de serpente
Mas em casos de amor
Sou pequena, sou carente
Sou mais frágil que uma flôr..

Eu me pinto e me disfarço
Companheira do perigo
Eu me solto em sua festa
Mas sozinha eu não consigo...

Digo coisas que não faço
Faço coisas que não digo
Eu te quero meu amado
Não te quero meu amigo...

Cada vez!
Que eu sinto um beijo seu
Na minha face
Eu luto prá manter
O meu disfarce
E não deixar tão claro
Que te quero...
Cada vez!
Se torna mais difícil
O meu teatro
Não dá mais prá fugir
Do seu contato
Estou apaixonado por você...

Eu me pinto e me disfarço
Companheira do perigo
Eu me solto em sua festa
Mas sozinha eu não consigo...

Digo coisas que não faço
Faço coisas que não digo
Eu te quero meu amado
Não te quero meu amigo...

Cada vez!
Que eu sinto um beijo seu
Na minha face
Eu luto prá manter
O meu disfarce
E não deixar tão claro
Que te quero
Cada vez!
Se torna mais difícil
O meu teatro
Não dá mais prá fugir
Do seu contato
Estou apaixonado por você...(3x)

A VELHICE



    “…carrego dentro de mim o que me mata. Falta-me tempo para as frivolidades, tenho nas mãos uma imensa tarefa. Como a realizarei? Vejo que a morte se apressa e a vida foge. Diante dessas duas pressões, ensina-me algum expediente! Faze com que eu não fuja da morte e que a vida não me escape. Exorta-me com relação ao que é difícil; dá-me longevidade contra aquilo que é inevitável. Vem alargar meu tempo, que é tão curto. Ensina-me que a boa vida não se mede pela duração mas como a empregamos. Acontece muitas vezes que uma longa vida não é realmente vivida”. (Sêneca) 

O jovem almeja viver muito, mas dificilmente se imagina idoso. A juventude parece-lhe eterna e raramente verá no velho diante de si o espelho que reflete a sua imagem futura – isto se tiver a sorte, ou azar, de viver muito, pois a ninguém é garantido atingir a velhice. Os jovens, em geral, sentem-se imortais, a morte parecem-lhes mais apropriada aos que chegaram à terceira idade – recusam-se a pensar na morte e nisto são acompanhados por muitos idosos iludidos com a seqüência do passar dos dias. Alguns até desdenham dos mais velhos – talvez, inconscientemente, seja uma reação de auto-proteção e de recusa do futuro que se anuncia. “Um jovem”, escreve Ernst Bloch, “pode imaginar-se como homem, mas dificilmente como idoso: a manhã aponta para o meio dia, não para a noite. Em si é estranho que o envelhecimento, na medida em que se refere à perda da condição anterior com ou sem razão sentida como mais bela, só comece a ser percebido por volta dos 50anos. Não haveria perda para o jovem que deixa para trás a criança? E não haveria uma perda para o homem quando deixa a florescência da juventude, quando o impulso se atrofia?” 

O cinquentenário parece anunciar o movimento de descida. Agora, a vida desce ladeira abaixo. Há o risco de deprimir-se diante da certeza de que a vida esvaece-se a cada dia e a morte parece mais próxima. O otimista reage fazendo de conta que a vida não passou, iludindo-se com o apego à juventude. O dito de que permanecemos jovens em espírito é um engodo. Não há como negar que o tempo passou, as marcas na face, as doenças que irrompem, as dores no corpo, a perda da vitalidade, etc., demonstram-no. “O tempo passa com uma infinita velocidade, e só percebemos bem se olharmos para trás; o passado escapa aos que se absorvem no presente, tal o modo pelo qual essa fuga ocorre sutilmente”, afirma Sêneca. 

Não é preciso enganar-se, fazer de conta de que o tempo não passou, nem cair em depressão diante das dificuldades que o avançar da idade impõe. Basta encarar com naturalidade. Começamos a morrer tão logo nascemos, é a dialética da vida. Os jovens não estão isentos do sofrimento e as dores do tempo não são exclusividade dos idosos. “Mas incomoda”, dizes, “ter a morte em vida.” Em primeiro lugar, ela está sempre presente, quer para o velho ou para o jovem – e não se trata aqui de consenso surgido de uma votação. Depois, ninguém é tão velho que não possa reivindicar para si mais um dia. Um dia é um degrau na vida”.

O mais importante na vida não é a longevidade, mas o viver bem. Chegar à velhice não significa necessariamente ter vivido mais, pois aquele que a morte abraçou em tenra idade viveu bem se intensamente. “Que importa, afinal de contas, sair antes ou mais tarde de onde se deve mesmo sair? O essencial não é viver por muito tempo, mas viver plenamente”. Pois, de que adianta ao homem, “oitenta anos passados sem ter feito nada? Ele não morreu tarde, mas ficou morrendo por longo tempo. Viveu oitenta anos, mas viveu mesmo? Importa saber a partir de quando se conta sua morte?” 

A medida da vida está em olhar para si mesmo e contabilizar não o tempo, mas as ações e as relações humanas construídas. Se olharmos para trás e sentirmos que valeu a pena viver, então a vida foi plena. Por que, então, temer a velhice? A morte não escolhe idade, por que temê-la? “É um homem muito feliz e com plena posse de si mesmo o que espera o amanhã sem inquietude. Todo o que diz “já vivi” recebe cotidianamente mais um dia como lucro”.  

O amanhã não nos pertence! Portanto, encaremos com alegria ter vivido o que nos foi permitido. Ainda que o tempo imprima marcas indeléveis no corpo e alma que chega aos 50 anos de existência, nos alegremos por cada dia acrescentado ao viver. Afinal, a velhice tem as suas vantagens!
(Por Antonio Ozaí da Silva)

DEPOIS DE ALGUM TEMPO ...


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes, não são promessas. E comeca a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quao boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem da vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a ultima vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! (Texto O Aprendizado - Um dia você aprende de William Shakespeare)

"Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."
(William Shakespeare)

A PERDA DE MEMÓRIA


A perda de memória é o principal sintoma cognitivo que causa impacto no dia a dia da pessoa com doença de Alzheimer e na dinâmica familiar, porque falhas na memória recente alteram as atividades habituais, a rotina da vida da pessoa. 

A linguagem é outro sintoma que causa sérios problemas para o portador de doença de Alzheimer. Ocorre uma desestruturação da linguagem, um declínio na capacidade de comunicação. É comum ocorrer dificuldade de lidar com conceitos, categorias, nomeação, repetição, lidar com significados ambíguos, fazer inferências, encontrar palavras durante a conversação, manter coerência no relato, manter-se atento num tópico do discurso.

As atividades programadas para estimular um paciente com doença de Alzheimer, principalmente na fase inicial, devem considerar esses sintomas, como estão os desempenhos da pessoa para diversas tarefas, o que ainda se mantém, sua capacidade de aprender coisas novas e resgatar as experiências do passado, as lembranças e as reminiscências. 

Assim podem ser utilizados diversos exercícios que envolvam a memória de figuras e sons, exercícios de linguagem, memória discursiva, história oral, jogos de mesa adaptados, música, arte de todo tipo, teatro, literatura, atividade física, interação social e até atividades com animais de estimação para que o paciente exercite sua capacidade funcional.

Quanto às atividades com música, a pessoa em geral já possui um repertório favorito, pode-se trabalhar com músicas do contexto e cultura do paciente, tais como músicas folclóricas, religiosas, música de fundo que evoque lembranças, vinhetas de programas de televisão, mesclando com atividades novas que trabalhe elementos dos sons e da música contemporânea.

Um aspecto a ser lembrado é a segurança, em todas as atividades para pacientes com doença de Alzheimer, é preciso eliminar tarefas que coloquem em risco a vida do paciente, como utilizar objetos cortantes, sair de casa sozinho, cuidados com quedas e eliminar materiais que possam infantilizar o paciente. O ambiente ideal é aquele que o paciente não se estresse, seja amplo e arejado, claro, cores tranquilas, espaço para convivência, para realizar atividades artísticas, fácil acesso e de preferência com música.

Quanto à rotina dessas atividades de preferência que seja uma programação diária, que tenha horários definidos, que dê continuidade nos exercícios de forma sistemática. As atividades em grupo são mais dinâmicas e estimuladoras, aumentam a participação, diminuem a agitação e problemas de comportamento. O sentido de pertencer a um grupo e ser aceito são sentimentos importantes para a pessoa com doença de Alzheimer, a interação social propicia a manutenção de sua identidade.

Ainda não é possível reverter o quadro dessa doença, mas a inserção em um programa de manutenção, prevenção e reabilitação cognitiva e física ajuda o paciente e a família a enfrentar o desafio desse diagnóstico e a ter uma melhor qualidade de vida.