quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DE FILHA PARA MÃE

andre mansur filha homossexual conquista direito de visitar a mae sem presenca dos irmaos Filha homossexual conquista direito de visitar a mãe sem presença dos irmãos

Estava aqui, tropeçando num monte de palavras, me engasgando com um turbilhão de sentimentos, perdida em meu mundinho de lembranças, saudades e pensando no próximo 2º domingo de maio – o famoso e tradicional (comercial) “dia das mães” quando, de repente, ouço aquele ‘psiu!’!

No limiar da porta, vejo então uma cabecinha toda branca espichando-se para chamar minha atenção e, olha só: aí está você, no agora de hoje vivendo o seu dia – linda, alegre e faceira dentro do meu dia-a-dia! Meu coração se enternece e corro para mais um dos nossos frequentes abraços de todo dia!

Há pouco, uma vaga nostalgia me levava para longe daqui, evocando lembranças, buscando aquela mulher que sempre acompanhou cada passo da minha vida. Mas onde poderia eu encontrá-la senão aqui, neste momento de agora em que a mulher que sou abraça e beija com ternura esta mulher que você continua a ser?!

Não importa se você lembra ou não do meu nome ou do parentesco que existe entre nós! Tudo o que importa é esse sorriso largo que ilumina o seu rosto quando me vê e essa sensação confiante, prazerosa, que podemos partilhar no calor do nosso abraço!

Ah mãe! Quantas experiências de vida, trilhando juntas! Fases boas, fases difíceis, momentos felizes, momentos tristes… Minhas enfermidades – seus cuidados e preocupações. As birras da criança versus a mãe autoritária. As inconsequências adolescentes versus a mãe vigilante! E aquela jovem adulta, empinando o nariz e fugindo das suas críticas decorrentes do inevitável confronto de personalidades e gerações diferentes!? O meu jeito de ser e o seu jeito de ser, ora gerando harmonia, ora gerando atritos.

Esses percalços naturais da caminhada pela vida, aqueles em que as relações se estremecem até mesmo quando nós filhos já somos adultos, não merecem relevância para serem pontuados como entraves para o amor e o carinho que lhe dedicamos. Tudo vivido, tudo passado e tantas novas experiências ainda nos esperando para viver!

E no seu lento caminhar, o vazio da sua memória vai me ensinando mais uma lição: despojar-me das bagagens do passado para sentir, com leveza, as surpresas do agora! Cada dia, um novo dia e cada momento sempre único e irrecuperável – sem passado e sem futuro, só comportando o presente desse agora tão cheio de oportunidades para ser vivido da melhor forma possível!

Creio que o Mal de Alzheimer traz em si essa profunda mensagem: numa mínima fração de segundo cabe toda uma vida e o tempo, com toda a sua carga de lembranças… bem, essa contagem que dele fazemos e o excesso de peso pelas lembranças que carregamos em nossa memória, é apenas um recurso humano para não nos desorientarmos enquanto transitamos no espaço.

Percebo, mãezinha, que a vida nos presenteou com a bênção de ver você e papai envelhecerem juntos trilhando os caminhos do bem viver. Sinto-me especialmente privilegiada pela oportunidade de ter acompanhado meu pai até o momento final e de agora poder continuar contando com a sua companhia. Isto nada tem a ver com obrigação, nem com reparação de sentimentos de culpa ou mesmo com gratidão, mas tem tudo a ver com amor, aprendizado e fortalecimento espiritual!

Repito aqui os versos finais de um poema que escrevi para vocês dois, intitulado ‘Tempo Mestre’: … Tempo chegou / e eu envelhecendo…/ Nas rugas do rosto, / tempo marcando / as trilhas do caminho / que no tempo percorri… / Abençoado tempo! / flashes de momentos / que contam uma história / escondida na memória / esquecida do que vivi… / Tempo pai! / Tempo mãe! / Eis o meu tempo / chegando de mansinho / trazendo o que se vai / e ensinando-me a partir…

Assim, tudo que hoje sei é que muito mais preciso aprender e que cada fração de segundo traz um leque de oportunidades para descobrir, exercitar e ampliar os limites dessa bagagem indispensável que precisamos ter sempre à mão para seguir com mais leveza a jornada de nossas vidas tais como: paciência, tolerância, aceitação e desapego.

E seguindo a trilha do poema “VIDA” de Mário Quintana, quero aproveitar cada oportunidade desses tempos para ir “jogando fora a casca dourada e inútil das horas” enquanto ainda tenho tempo para dizer olhando em seus olhos que “você é extremamente importante para mim” e o quanto eu te amo!

Meu grande beijo para você, minha mãe!

E àqueles que ainda podem beijar suas mães, eu peço: não percam tempo, aproveitem para todo dia beijá-las tanto quanto puderem!!! (Gracinha Medeiros)
http://www.cuidardeidosos.com.br/

ANIVERSÁRIO

Hoje é o aniversário de minha amada mãe, 83 anos. 
 "Eu não vivo sem você independente da sua inutilidade!"
Te amo muito!


RecadosOnline.com
Por mais que o tempo passe
E as estações se movam, 
Ainda será minha estrela, 
A mais linda, a mais radiante... 
Será pra mim sempre bela, 
Sempre amiga. 
Podem todos me crucificar, 
Mas sei que saberás a verdade 
E com todas suas forças irá me defender 
Como ninguém me defenderia. 
Está presente em todos os felizes e tristes momentos. 
Está sempre forte para vencer mais um desafio. 
Por mais que eu cresça e amadureça, 
Sempre serei seu fruto, 
E orgulho total de minha raiz... 
Te amo de forma insubstituível, 
És robusto meu amor 
És sincero meu afeto. 
Trouxe-me ao mundo, 
Aguentou toda dor 
E sorriu ao me ver pela primeira vez. 
Com muito carinho estou a pensar em você, 
Pois de carinho me alimenta. 
Minha mãe querida 
Da mesma forma que deseja a mim saúde e felicidade, 
Desejo-te também com toda certeza que tenho, 
Em nome do grande valor que tem pra mim, 
Te Amo Minha Mãe!!!
(12/02/2014)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ENCERRANDO CICLOS


"Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é."

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

PARA MELHORAR A MEMÓRIA

melhorar-memoria

Tente fazer as rotinas diárias diferentemente do normal, para que o cérebro se acostume a trabalhar, pois alguns especialistas dizem que a memória é um músculo e ele deve ser exercitado, então guarde suas chaves em local diferente do que você guarda, passe por outro caminho para ir ao trabalho e tente fazer sempre as atividades diárias de maneira diferente.

Os cientistas dizem que as atividades intelectuais ajudam a preservar a memória; que pensar faz bem para ela. Estudos sugerem que as perdas da memória com a idade são menores em quem exercita bastante o cérebro; a massa de neurônios seria maior.

O mal de Alzheimer é uma doença irreversível; há uma correlação entre ela e a inatividade mencionada. Mas o esquecimento não é privilégio dos que têm idade avançada. Há muitos jovens esquecidos. Muitas vezes, as causas não são fisiológicas, senão psicológicas, mentais.

Regras mnemônicas ajudam a recordar o nome de uma pessoa, de uma rua. Não sobrecarregar a memória com informações inúteis, também. A mnemônica é uma arte ou técnica de fortalecer a memória através da associação daquilo que deve ser memorizado com dados já conhecidos. A palavra vem de Mnemosine, a deusa grega da memória, irmã de Cronos e Oceanos, a mãe das musas, a que saberia tudo o que foi, o que é, o que será. Possuído pelas musas, o poeta inspira-se diretamente no conhecimento de Mnemosine.

As instrutivas metáforas gregas nos ilustram sobre a importância e beleza da memória, quando devidamente cultivada e desenvolvida.

Uma forma e combater o esquecimento ou falta de memória é interessar-se pelo que se faz, pois quando existe o interesse, as experiências fixam-se fortemente nos arquivos mentais, sendo dificilmente esquecidas. E há interesse quando há atenção. Ao agir rotineira, mecânica e desatentamente, os fatos não se fixam, evaporam-se, são esquecidos.

A palavra interesse tem sua origem no latim e significa estar entre. Podemos dizer que é uma postura mental ativa diante de algo que nos chama a atenção. Leva-nos a aprofundar no objeto que estamos vendo ou analisando com os olhos mentais: a observação e o entendimento. Quando existe o interesse, os fatos, as sensações e as experiências fixam-se fortemente nos arquivos da vida, os da mente e da sensibilidade, sendo jamais esquecidos. Podemos nos interessar por uma pessoa, um animal, um objeto, uma paisagem, um conhecimento. Deveríamos, antes de tudo, interessar-nos por nós mesmos; pelo que somos e poderemos ser. O interesse implica sempre uma responsabilidade, uma profundidade, e nunca na superficialidade, como no caso da curiosidade, que pôde ter sua utilidade nas primeiras etapas da vida do homem na Terra, como o tem para as crianças que reproduzem aquela fase da evolução da espécie, mas que quando adultas deverão substituir a curiosidade pelo interesse, a superficialidade pela profundidade.

Existe um tempo para a curiosidade e um para o interesse, como um para infância e outro para a maturidade, embora devamos procurar manter em nossas mentes e corações a criança que fomos um dia como um tributo de gratidão àquela fase iluminada e feliz.

Em cartas a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke escreveu:” Mesmo que estivesse em uma prisão, cujos muros não permitissem que nenhum ruído do mundo chegasse a seus ouvidos, o senhor não teria sempre a sua infância, essa riqueza preciosa, régia, esse tesouro de recordações? Volte a ela a atenção. Procure trazer à tona as sensações submersas desse passado tão vasto; sua personalidade ganhará firmeza, sua solidão se ampliará e se tornará uma habitação a meia-luz, da qual passa longe o burburinho dos outros”.

Pensar é diferente de recordar. Pensar é criar, resolver problemas; não é fácil e nem difícil, exige constância, dedicação. Ninguém tem dificuldade de recordar o que pensou, o que criou, como um filho, que está sempre presente na recordação.

 A revivescência de fatos felizes é sempre conveniente, traz a felicidade de volta, colore a vida, e pode ser um fator de inestimável ajuda para quem esteja vivendo uma dificuldade, uma tristeza. Não recordar aqueles momentos é sinal de ingratidão, sinônimo de esquecimento, egoísmo e isolamento.

Pensar faz bem. Recordar também. Pensar faz bem para a mente que reside no cérebro, para o corpo e para o espírito que se renova com essa atividade criativa, pois pensar é criar, respirar espiritualmente.

O exercício diário da função de pensar, onde entrarão em jogo o interesse, a atenção e o entendimento, fortalece a inteligência nas leituras e na criação pessoal que qualquer um pode realizar. Será também necessário aprender a ler a própria realidade pessoal e interior, e modificá-la caso seja necessário. A ninguém está vedado desenvolver a própria capacidade mental e liberar-se da rotina monótona dos dias que se sucedem sem nenhuma renovação; basta querer, pensar e realizar.

Não existe maior triunfo para o homem que pensar com liberdade e criar um futuro feliz através da própria inspiração. (Nagib Anderáos Neto)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

AUTOCUIDADO: LEITURA E ENVELHECIMENTO


Quem lê bastante retarda a chegada do mal de Alzheimer. Hábito da leitura adia o mal de Alzheimer, desenvolve a fala e fortalece o emocional. Ela dá asas à imaginação, é amiga dos solitários e ainda deixa mente e corpo sãos. A leitura vem sendo considerada, cada vez mais, uma prática terapêutica.

Quando se toma um hábito. ela é capaz de proporcionar diversos benefícios à saúde, inclusive o adiamento do mal de Alzheimer. Segundo o neurologista André Matta, a área do cérebro responsável pela leitura está intimamente ligada à região da memória, assim como às da atenção, da concentração, da visão e da linguagem falada.

Quanto mais se estabelecem conexões entre as áreas, mais elas se desenvolvem. "O Alzheimer é uma doença degenerativa que afeta primeiro a memória e, depois, todas as funções cerebrais. Ter vida mentalmente ativa ajuda a postergara chegada da doença, e uma das atividades indicadas é a leitura", explica Matta.

Habito prazeroso
Para garantir os benefícios dessa prática, é importante que ela seja um prazer, c não uma obrigação. "Os efeitos vêm espontaneamente", diz a psicóloga Sabrina Vasconcelos, coordenadora da parte de psicologia de um hospital, onde a leitura se tomou uma ferramenta terapêutica crucial para os pacientes. "Para os idosos, é uma forma de atualização e motivação. Para as crianças, ler desenvolve os processos de criação, inovação e elaboração critica."
 http://www.ocuidador.com.br

ALZHEIMER

A medicina busca respostas para a deterioração mental que atinge parte dos idosos. Vai-se enfrentando o mal que se amplia, em vista do envelhecimento da população, sem compreendê-lo, estudando a doença aos sustos, como se fosse possível aprender a pilotar lendo um manual em pleno ar. O desapontamento de um filho ao ver a mãe ou pai ir embora mentalmente enquanto seu corpo permanece vivo é uma dor sem tamanho. Embora muitos façam graça ou até tentem rir quando um idoso doente fala uma impropriedade, a dor está presente, e é intensa. Um velho pode olhar a sua imagem no espelho, ao ser levado para o banho e falar algo como: “quem é aquele velho que está me olhando ali?”. Dói demais!

A demência é o declínio geral da cognição com prejuízo social, funcional e profissional, e está se disseminando em todo o mundo, sendo um imenso problema social e de altos custos. À medida que a doença vai avançando, sente-se como se fosse feito um adeus sem despedida. Simplesmente a pessoa querida se vai, enquanto as finanças da família se deterioram, pois além do doente precisar de medicação, parar de produzir, ainda prende alguém da família para cuidar dele, ou precisa pagar quem cuide. Entre os vários tipos de demências, o mais comum é o Mal de Alzheimer, descrito em 1906 e tendo suas bases histológicas firmadas em 1909 pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer. A segunda causa mais comum é a de origem vascular, sendo que podem coexistir. Como as mulheres têm vivido mais em todo o mundo, o Mal de Alzheimer parece ser mais comum nelas, e a vascular neles.

A perda da memória, inicialmente recente, e depois toda ela, e da linguagem, seguida da incapacidade de planejar, de se orientar no tempo e espaço, deMara-alzheimer-cuidar 2 cuidar de si, com perdas motoras, e tendência a piora do quadro, caracteriza esse mal, que é progressivo e tende a durar de oito a dez anos, até levar a morte, frequentemente por pneumonia. Trata-se de uma doença degenerativa com atrofia cerebral acentuada das áreas da memória, fala e motora. Nas diversas fases que vão se instalando, a frustração maior é quando a pessoa passa a desconhecer os familiares. Aos poucos vão se perdendo a semântica, o controle fecal e urinário, e a autocrítica. Pode haver dificuldade de deglutição.

Nos casos de base genética pode se manifestar de forma mais precoce, antes dos 50 anos, sendo que nos outros casos é mais comum surgir após os 65 anos de idade. Os custos da velhice estão assombrando o mundo e exigindo a preparação de pessoas para cuidar do idoso dependente. É preciso estar preparado para tomar conta de uma pessoa que pode não reconhecer, por impossibilidade, os esforços de quem cuida dele. Cada evolução é única, podendo haver bom vocabulário em alguém que já não se locomove só, ou perda global da memória em alguém que tenha perdido totalmente a sua capacidade de se comunicar, mas que anda com desenvoltura.

Mara-alzheimer-cerebro atrofiado
A família angustiada, que vê seu ente querido transformar-se, também precisa de tratamento, assim, além de cursos, o cuidador precisa de apoio psicológico para os duros dias que virão. A perda da paciência é comum, em vista de o portador do Mal de Alzheimer repetir dezenas de vezes a mesma pergunta, enquanto vai perdendo suas capacidades intelectuais, esquecendo até de que tenha terminado de almoçar, e peça comida novamente.

Os filhos costumam esconder do doente o nome do seu mal, talvez para evitar impressioná-lo, ao pensar que perderá totalmente a memória. E, ainda que não haja como deter a doença, os tratamentos propostos tentam atrasar sua evolução. A cada dia, mirabolantes buscas são feitas a procura de caminhos. Remédios para uma coisa são usados para outra, sendo que alguns doentes têm a sua doença retardada, enquanto em outros não há efeito algum.

Os neurônios juntam a proteína beta-amilóide em profusão, substância tóxica para eles, e vão dando nós emMara-alzheimer-cuidar 1 suas conexões, causando a morte dessas células, enquanto o cérebro reduz de tamanho, com atrofia preferencial do hipocampo (emoções, aprendizado e memória), e das áreas parietal, occipital e frontal. Junto pode haver alterações isquêmicas, com deterioração da circulação cerebral. Essas alterações levam a progressiva incapacidade para o convívio social e de fixar algo novo.

Mara-alzheimer-cuidar 4Observou-se que a maior incidência do Mal de Alzheimer se dá entre europeus, nos mais velhos e naqueles que não frequentaram a escola (zona rural). Dez por cento dos diagnósticos do Mal de Alzheimer estão equivocados. É preciso seguir os critérios padronizados, para corrigir condutas e usar os medicamentos certos.

É natural que a decepção seja grande, dada a inutilidade do que é feito, sendo um desafio diário o enfrentamento da irritabilidade, agressividade, mudança de humor e de comportamento dos afetados. Os cuidados devem ser os mesmos que se tem com crianças, mas evitando-se fazer deles velhos infantis. A tentativa de segurar o tempo de progressão da doença, claro, é infrutífera, mas o andar das décadas, como noutras patologias, fará, quem sabe, encontrar a cura.

 O portador do Mal de Alzheimer vai se esquecer de quem você é, mas você não pode se esquecer de quem é ele, e mesmo sem haver um bom tratamento para esta doença, o doente sempre deverá ser bem tratado. (Mara Narciso)         
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