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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

FRASES DESTAQUE LIVRO "PARA SEMPRE ALICE"

Verdade

"Quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade."

Memórias

"Sou uma pessoa vivendo no estágio inicial de Alzheimer. E assim sendo, estou aprendendo a arte de perder todos os dias. Perdendo meus modos, perdendo objetos, perdendo sono e acima de tudo, perdendo memórias. Toda a minha vida eu acumulei lembranças. Elas se tornaram meus bens mais preciosos. 

Intensifique

"Nunca sabemos o dia de amanhã. Deveríamos viver o hoje de uma forma bonita e com muita intensidade."

Algo errado

"Enunciada precisamente nas palavras que ela havia temido, e que só recentemente se atrevera a considerar, essa simples opinião profissional destroçou sua explicação bem-arrumada e segura. Havia algo errado com ela."


Vida breve 
"Quando eu era bem nova, na segunda série, minha professora falou que borboletas não vivem muito, algo em torno de um mês, e fiquei tão chateada. Fui para casa e contei para a mamãe. E ela disse: ‘É verdade. Mas elas tem uma linda vida’. E isso me faz pensar na vida da minha mãe, na da minha irmã. E, de certa forma, na minha vida."

Perdas

"Porque nada se perde para sempre. Nesse mundo há um avanço doloroso, sentindo falta daquilo que deixamos, e sonhando com o futuro. Ao menos eu penso assim."

Viver

"E, por favor, não pense que eu estou sofrendo. Eu não estou sofrendo, eu estou lutando. Lutando para fazer parte das coisas, para ficar ligada a quem eu já fui. Então “vive o momento”: é isso que eu digo para mim mesma.o que eu posso fazer, viver o momento."
 

Viva

"Eu sei que estou viva. Tenho pessoas que amo profundamente, tenho coisa que quero fazer com a minha vida. Eu fui dura comigo mesma por não ser capaz de lembrar das coisas. Mas ainda tenho momentos de pura felicidade."

Alzheimer

"O simples fato de ela ter o mal de Alzheimer não significava que ela já não fosse capaz de pensar analiticamente. O fato de ter Alzheimer não significava que não merecesse sentar-se naquela sala, entre eles. O fato de ter Alzheimer não significava que já não merecesse ser ouvida."

lusão

"As coisas que acontecem estão ficando maiores. Por isso, mesmo quando me sinto completamente normal, sei que não estou. Não acabou, é só um descanso. Não confio em mim mesma."

Quem é você?

"Não suporto a ideia de um dia olhar para você, para esse rosto que eu amo, e não saber quem você é."

Esquecerei

"Nós, nos primeiros estágios da doença de Alzheimer, ainda não somos completamente incompetentes. Não somos desprovidos de linguagem nem de opiniões importantes, nem de períodos extensos de lucidez. Mas já não temos competência suficiente para que nos sejam confiadas muitas demandas e responsabilidades de nossa vida anterior. Temos a sensação de não estar nem cá nem lá, como um personagem numa terra bizarra. É um lugar muito solitário e frustrante para se estar (...) E não tenho nenhum controle sobre os ontens que conservo e os que são apagados. Não há como negociar com esta doença. Não posso oferecer a ela os nomes dos presidentes dos Estados Unidos em troca dos nomes dos meus filhos. Não posso lhe dar os nomes das capitais dos estados e conservar as lembranças de meu marido (...) Meus ontens estão desaparecendo e meus amanhãs são incertos. Então, para que eu vivo? Vivo para cada dia. Vivo o presente. Num amanhã próximo, esquecerei que estive aqui diante de vocês e que fiz este discurso. Mas o simples fato de eu vir a esquecê-lo num amanhã qualquer não significa que hoje eu não tenha vivido cada segundo dele. Esquecerei o hoje, mas isso não significa que o hoje não tem importância."

( Lisa Genova)

quinta-feira, 30 de abril de 2015

DIÁRIO DA NOSSA PAIXÃO - LIVRO

Ladrão de corações e almas e memórias

"Olhando para trás, suponho que parece óbvio, mas no princípio achei que a confusão dela era compreensível e normal. Começava por esquecer onde pusera as chaves, mas quem não o esquece? Esquecia-se do nome de um vizinho, mas não de alguém que conhecíamos bem ou com quem socializávamos. Às vezes ela escrevia o ano errado quando passava os cheques, mas de novo o punha de parte como um simples erro que se faz quando se está a pensar noutras coisas.

Não foi senão quando os acontecimentos mais óbvios começaram a ocorrer que comecei a suspeitar do pior. Um ferro de engomar no frigorífico, roupas na máquina da louça, livros no forno. Outras coisas também. Mas no dia em que a descobri no carro três quarteirões mais abaixo a chorar sobre o volante porque não conseguia encontrar o caminho para casa, foi o primeiro dia em que fiquei verdadeiramente assustado. E ela também estava assustada, porque quando bati na janela, virou-se para mim e disse, "Meu Deus, o que é que me está a acontecer? Por favor ajuda-me." Senti um nó no estômago, mas não ousei pensar o pior.

Seis dias mais tarde o médico viu-a e começou uma série de exames. Não os entendia então e não os compreendo agora, mas suponho que seja porque tenho medo de perceber. Demorou quase uma hora com o Dr. Barnwell, e voltou lá no dia seguinte. Esse dia foi o mais longo que alguma vez passei. Folheei revistas que não conseguia ler e joguei jogos em que não pensava. Por fim ele chamou-nos aos dois ao consultório e mandou-nos sentar. Ela dava-me o braço com confiança, mas recordo claramente que as minhas próprias mãos estavam a tremer.

- Lamento muito ter que vos dizer isto - começou o Dr. Barnwell -, mas parece que está nos primeiros estágios da doença de Alzheimer...
A minha mente ficou em branco, e tudo o que podia pensar era na luz que brilhava por cima das nossas cabeças. As palavras ecoavam-me na cabeça: os primeiros estágios da doença de Alzheimer..
O mundo rodava em círculos, e sentia o braço dela tenso a apertar o meu. Ela sussurrou quase para si própria: "Oh, Noah... Noah ... "
E quando as lágrimas começaram a cair, a palavra veio até mim outra vez: ... Alzheimer...
É uma doença estéril, tão vazia e sem vida como um deserto. É um ladrão de corações e almas e memórias. Não sabia o que lhe dizer enquanto ela me soluçava sobre o peito, por isso apenas a abracei e embalei para trás e para diante."

O Diário da Nossa Paixão - Nicholas Spark

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Diário de uma Paixão (The Notebook) é um filme baseado nesse livro. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

VIVER COM ALZHEIMER - LIVRO




 

Sinopse:
Este livro destina-se a servir de apoio a todas as pessoas que têm a seu cuidado familiares ou entes queridos que padecem da doença de Alzheimer. Ou seja, é uma obra destinada a todos aqueles que estão a viver um «luto em vida»: um luto, devido à sensação constante de perda que a progressão da doença causa; e «vivo» porque implica cuidar de uma pessoa que está em constante mudança.

A relação entre o paciente e o prestador de cuidados é sempre complexa e de difícil equilíbrio; quando o prestador de cuidados é um familiar, esta complexidade torna-se ainda maior. Viver com Alzheimer ajuda a compreender esta dinâmica e a criar uma relação mais equilibrada, potenciando as vantagens da intimidade criada entre ambos e ajudando a proteger a sua vulnerabilidade.

Ao longo destas páginas, encontrará esclarecimentos práticos e acessíveis acerca da natureza, da sintomatologia e da progressão da doença de Alzheimer. Este conhecimento permitir-lhe-á fazer uma gestão mais adequada das suas expectativas, comunicar de forma mais eficaz tanto com a pessoa afetada pela doença como com os restantes familiares ou amigos e, sobretudo, adquirir ferramentas para se adaptar da melhor maneira possível a uma realidade em constante mudança.
(Autor:Jose Luis Molinuevo)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A FAMÍLIA E O IDOSO - LIVRO

 
SINOPSE:

Com o aumento da longevidade, a instituição familiar vem tendo de se adaptar a mudanças que, muitas vezes, exigem novas formas de convivência entre idosos, seus filhos e netos. Faz-se necessário pensar em novos arranjos, assim como reavaliar funções, valores, vínculos afetivos e conceitos como solidariedade, além de encontrar soluções criativas para diversos tipos de problemas.

Nesse contexto, a coletânea traz contribuições indispensáveis à temática do envelhecimento, com capítulos sobre a violência doméstica, a experiência dos avós que cuidam dos netos, as implicações familiares decorrentes da doença de Alzheimer, a viuvez, a falta de suporte familiar, o desrespeito à autonomia de pessoas idosas capazes de responder pelos próprios atos, entre outros.

Considerando os numerosos desafios que temos a enfrentar, essa obra oferece subsídios teóricos e práticos para intervenções terapêuticas, propostas sociopolíticas e educacionais.3º colocado no PRÊMIO JABUTI 2011 - Psicologia e Psicanálise

sábado, 29 de novembro de 2014

AS CORES DO CREPÚSCULO : A ESTÉTICA DO ENVELHECER - (LIVRO)

Capa 

Neste livro Rubem Alves fala da velhice comparando-a ao crepúsculo. Segundo ele, a velhice é bela como a tarde imóvel

“Por oposição aos gerontologistas, que analisam a velhice como um processo biológico, eu estou interessado na velhice como um acontecimento estético. A velhice tem a sua beleza, que é a beleza do crepúsculo. A juventude eterna, que é o padrão estético dominante em nossa sociedade, pertence à estética das manhãs. As manhãs tem uma beleza única, que lhes é própria.

Mas o crepúsculo tem um outro tipo de beleza, totalmente diferente da beleza das manhãs. A beleza do crepúsculo é tranquila, silenciosa – talvez solitária. No crepúsculo tomamos consciência do tempo. Nas manhãs o céu é como um mar azul, imóvel.

No crepúsculo as cores se põem em movimento: o azul vira verde, o verde vira amarelo, a amarelo vira abóbora, o abóbora vira vermelho, o vermelho vira roxo – tudo rapidamente.

Ao sentir a passagem do tempo nós percebemos que é preciso viver o momento intensamente.Tempus fugit – o tempo foge – portanto,carpe diem – colha o dia. No crepúsculo sabemos que a noite está chegando.

Na velhice sabemos que a morte está chegando. E isso nos torna mais sábios e nos faz degustar cada momento como uma alegria única. Quem sabe que está vivendo a despedida olha para a vida com olhos mais ternos...”
(Rubem Alves)

domingo, 19 de outubro de 2014

CUIDANDO DE QUEM JÁ CUIDOU - LIVRO


Descrição : 
Cuidando de Quem Já Cuidou – O Livro do Cuidador é obra única em seu gênero, como também do momento atual, pelos ensinamentos que transmite, cujos alicerces são a experiência e prática alcançadas pela equipe de Cuidadores de idosos do Residencial Israelita .

O trabalho realiza-se conjuntamente com outros profissionais: terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, farmacêuticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, médicos geriatras, nutricionistas e psicólogos. Cuidando de Quem Já Cuidou – O Livro do Cuidador apresenta 18 capítulos, 3 organizadores editoriais e 16 colaboradores. É livro que sem sombra de dúvida, será divulgado e adotado por profissionais das mais diversas áreas da Saúde, particularmente os Cuidadores interessados em melhor qualificar o atendimento junto aos idosos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

ONDE ESTOU ? - LIVRO



No mundo moderno, estamos constantemente apressados e isto nos leva, muitas vezes, a esquecer coisas ou de não lembrar algo que tínhamos que fazer durante o dia.

Muito normal para quem sabe que o estresse pode levar a essa situação. Mas para uma pessoa como Avani, personagem central deste livro, estes episódios são motivo de desespero.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A VOVÓ VIROU BEBÊ


A vovô virou bebê,  da autora Renata Paiva, conta a história de Sofia, de sete anos, que começa a perceber um comportamento estranho de sua vó Dorinha. Ela abotoa a blusa errado, esquece das coisas que estava fazendo e começa a precisar até de uma babá. Logo, a menina descobre que a vó tem Alzheimer.

Sofia, logo, percebe que há algo errado acontecendo e fica cheia de medos e dúvidas. Com a ajuda de sua mãe, Sofia   vai descobrir como cuidar de vovó Dorinha. 

A VOVÓ VIROU BEBÊ -um  livro cheio de amor e carinho, capaz de emocionar
crianças e adultos.

domingo, 11 de maio de 2014

LIVRO : O GUETO E O ECO DA MINHA MÃE

Reprodução /

SINOPSE:
'O gueto' chega às mãos do público brasileiro na companhia de 'O eco da minha mãe', procurando estabelecer um diálogo (em contraponto) entre duas obras da escritora argentina Tamara Kamenszain. Se a primeira trata da história de seu pai - e das questões pertinentes à herança paterna, traduzidas no sobrenome que a autora traz consigo -, a segunda fala de uma outra perda - que ecoa nas sucessivas mortes de uma mãe acometida pelo Alzheimer. Por trás das leituras que se descortinam - numa genealogia marcada pelo judaísmo e pelo cristianismo, da ficção à autobiografia, ou entre tantas possíveis filiações literárias que se diluem entre as fronteiras da ficção e da autobiografia -, os dois livros aqui reunidos pretendem revelar uma poeta que definiu uma linguagem e uma identidade próprias.

A POESIA NA LACUNA
Como nomear o desaparecimento? Como encontrar uma palavra para o que se ausenta? “Ontem descobri que tinha me tornado ainda menos eu para ela”, escreveu a argentina Sylvia Molloy, para quem o esquecimento, a queda e a morte sustentam a escrita poética. Não é só aquele que se despede que se desmancha e encolhe. Também quem fica se achata e apequena. Suas palavras agora servem de epígrafe a outra argentina, a poeta Tamara Kamenszain. Tanto Sylvia como Tamara falam do esmaecimento do Eu, que o avançar dos anos estraçalham, transformando em uma borra. Tamara usa as palavras de Sylvia em um poema de O Eco da Minha Mãe (tradução de Paloma Vidal, 7Letras), livro que vem em edição dupla com O Gueto (este traduzido por Carlito Azevedo e pela mesma Paloma).

Envelhecer, avançar lentamente para a morte, é suportar um Eu em destroços. Reféns do Alzheimer, mãe e filha se desencontram no mesmo deserto, onde as palavras sobram como farelos e onde toda tentativa de aproximação só produz uma distância maior. Sei do que fala Tamara porque também eu tenho uma mãe que se perde nos corredores do Parkinson. Difícil definir essa doença, dizem os médicos. Parkinson? Alzheimer? Talvez os dois? A verdade é que tanto faz. Não passam de diagnósticos com que os doutores lutam para conter uma avalanche que os arrasta também. Um desmoronamento, de que Tamara, mais esperta, faz poesia.


Restam os últimos esforços, a insistência no movimento, a luta contra a lacuna que mãe e filha tentam vedar com o teatro lamentoso do Eu. “Minha mãe copia o que era/ enquanto eu plagiando o plagiário/ tento passar a limpo esse diário de vida/ que a autora dos meus dias escreve como pode”. Pergunto: é só a mãe agonizante quem “escreve como pode”, ou não será isso, o “como pode”, condição e fundamento de qualquer escrita? Não duvido de que há um contraste entre a palavra que, mesmo frágil, ascende, e a outra que, lutando para manter-se forte, decai. Escreve Tamara a respeito: “sou agora a filha que cresce sem remédio/ pra deixá-la decrescer tranquila entre os meus braços/ assim juntas vamos nos separando”. Há um intervalo que, a cada avanço, se acentua: um abismo. Há um “entre” – espaço neutro e abissal – que, com a voracidade dos lobos, abre sua boca.

Sinto isso, cada vez mais, quando vejo minha mãe, Lucy. Quanto mais dela tento me aproximar, e quanto mais ela luta para se agarrar em mim, mais nos afastamos. Tem sido melhor, bem melhor, o silêncio. Mesmo sem sono algum, quando a visito, ela prefere conservar os olhos fechados. Simulando um sono, ou vestindo a máscara em que, lentamente, se transforma? Para não me ver, ou para não se ver? Na verdade, para não mirar a lacuna que se alarga entre nós. Também Tamara a habita. Em seu belo prefácio aos dois livros, Adriana Kanzepolsky assinala uma identidade: “poeta do entre”. Identidade que, em vez de identificar, anula. Em vez de aproximar, separa. Podemos atribuir ao Alzheimer, ao Parkinson, a qualquer nome estranho que o doutor disser. De nada servem as palavras, o desfiladeiro se abre e é cada vez mais íngreme, a descida irreversível.

Em contraste com a agonia, as palavras se tornam assombrosas. Segue, por mim, Tamara: “a gramática se torna um escândalo/ quando ela que esqueceu as palavras/ adianta seu bebê furioso/ a fim de dizer tudo/ mesmo que nada se entenda”. O desejo do tudo – pesadelo da gramática comprimida em uma única sílaba – só produz incompreensão. Melhor o silêncio, que não expõe essa ferida. Melhor minha mãe de olhos fechados, mesmo viva e atenta. Melhor a morte? 

No primeiro livro, “O gueto”, Tamara se detém na morte do pai. “Sigo para a luz/ dizia-me em sonho meu pai morto./ Seu sorriso se esfumava em dupla lonjura/ trazia no entanto uma tranquilidade luminosa:/ havia uma mensagem literal/ enunciando claríssimo onde a luz é a luz é a luz é a luz”. Só a morte é fixa. Talvez (insuportável) só a morte admita a palavra definitiva: a própria palavra morte. Já que todas as outras palavras se movem sem parar, e se rasgam em múltiplos sentidos. Manobras tensas, mas belas, a que Tamara se entrega com volúpia.

Não é só a doença (sonho dos médicos) que nos adoece: a vida, antes dela, bem antes, também. “Deus escreve a diferença/ no espelho da desordem genética”, nos diz Tamara. “Diferença idêntica/ faz rir de tanto nos parecermos”. Estamos diante do mito da espécie, como se todos fôssemos assinalados pela mesma luz, em vez de carregar, cada um, com seu peso e à sua sorte, uma luz diversa. Por isso as palavras se movem, enlouquecidas. Por isso os poetas (Tamara) escrevem sem parar: em uma luta, fadada ao fracasso, para agarrar a coisa. Resta-lhes a grade da linguagem. Cheia de furos, por eles escorre o que não vemos. Nela sobrevivemos. Prossegue Tamara: “Deus nos arquivará diferentes/ em seu livro dos parentescos”. Em “O gueto”, a poeta luta para entender de que modo se enredou – de que modo foi arrastada – pela morte do pai. É ele agora quem morre, ou mais: quem já morreu. Pais quase sempre morrem primeiro.

A própria morte, porém, nos engana com sua ilusão de conclusão. Constata Tamara: “O que é um pai?/ Com a primeira estrela/ chega o shabbat/ e ainda não tenho resposta”. A poeta sabe que deve persistir na busca, não até o dia em que encontrará a resposta, mas até o dia em que conseguirá esquecer a pergunta. “Eles se dispersaram, mas eu/ filha de Tuvia ben Binjamin,/ continuarei buscando acordada/ para depois/ poder esquecer”. A morte promete Tudo, mas nos entrega o Nada. Como um filme que abandonamos pelo meio, um livro de que rasgamos as últimas páginas. Tentando observar o próprio luto, no cemitério judeu de Buenos Aires, tudo o que a poeta vê é o imenso vazio - grande campa que impõe o silêncio onde as palavras deviam estar. “Com cara de cansado um rabino passa amassando/ a página de kaddish no bolso”. Palavras: de nada servem. Restam suas migalhas, humanas, com que os poetas constroem suas túnicas. Inúteis: a lacuna não se deixa encobrir.
http://www.gazetadopovo.com.br/

quarta-feira, 30 de abril de 2014

DESEMBARCANDO O ALZHEIMER

Desembarcando o Alzheimer

SINOPSE:

Este guia pretende ajudar de forma prática familiares e cuidadores de pacientes com Alzheimer. O livro foi escrito a quatro mãos pela dra. Ana Hartmann, psicóloga especializada em cuidados com Alzheimer, e pelo dr. Fernando Lucchese, cirurgião cardiovascular, um médico afeito a doenças complexas e com larga experiência em transmitir ao público leigo informações úteis sobre saúde. O resultado é um guia sobre esta terrível doença e a forma de minimizar o sofrimento de todos os envolvidos.


Este livro pretende contribuir com familiares e cuidadores nas três fases, de maneira franca e honesta. Nossos objetivos serão atingidos se compaixão e respeito se tornarem a base do tratamento de pacientes com Alzheimer. 

sábado, 12 de abril de 2014

PARA SEMPRE ALICE



  Alice sempre foi uma mulher de certezas. Casada e mãe de três filhos já adultos, ela é professora titular em Harvard, uma especialista de renome mundial. Perto de completar 50 anos, Alice começa a esquecer. No início, coisas sem importância, como o lugar em que deixou o celular, até que, um dia, ela se perde a caminho de casa. Um diagnóstico inesperado altera para sempre sua vida e sua maneira de se relacionar com a própria família e o mundo. E, quando não há mais certezas possíveis, só o amor sabe o que é verdade. De alguma forma e apesar de tudo, Alice é para sempre.  

A partir do diagnóstico,  Alice terá que reinventar, a cada dia, a própria vida, terá que abandonar o controle de tudo, terá que aprender a se deixar cuidar, terá que viver com única certeza que parece lhe restar: a de que ela não será a mesma pessoa daqui a um mês.

 Daí você embarca num romance cheio de tristezas - a princípio -  onde o amor e o carinho de sua família é posto em prática  para fazer o agora de Alice  momentos de plenitude e felicidade. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A DOENÇA DE ALZHEIMER


SINOPSE

'Doença de Alzheimer - Uma perspectiva do Tratamento Multiprofissional' é um livro que pretende demonstrar os conhecimentos adquiridos no Programa do Centro de Reabilitação do Hospital - Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - IPq HCFMUSP, programa desdobrado em projeto especificamente voltado para o tratamento multidisciplinar da Doença de Alzheimer. 

Segundo os autores deste livro, a Doença de Alzheimer é afecção crônica de caráter neurodegenerativo, marcada por declínio gradual e crescente das capacidades cognitiva e funcional, que leva seu portador à dependência total de outras pessoas, particularmente os parentes mais próximos - esta é questão nuclear- a intervenção familiar mediante treinamento para assistir e cuidar do portador conjuntamente deve ocorrer com o cuidador.

De forma geral, o tratamento aborda as seguintes condutas - Medicamentoso; Não medicamentoso - Fisioterapia - Fonoaudiologia - Terapia Ocupacional - Educação Física - Arteterapia - Orientação da Família e do cuidador.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

O LUGAR ESCURO - HELOISA SEIXAS

Livro - Lugar Escuro, O

Esta é a história real da lenta transformação de uma mulher, no caso a mão da escritora Heloísa Seixas, que escreve seu primeiro livro de não-ficção. 


O lugar Escuro é o relato do que a autora viveu, ao acompanhar o cotidiano de sua mãe - atingida pelo Mal de Alzheimer que , aos poucos, passa a sofrer com a modificação completa de sua personalidade, mudando também a vida de todos em volta.   

 A história da degradação de uma mente comprometida, em todas as suas fases, num pesadelo familiar da própria autora.  

Este livro nos conta como começa a doença, o mal de Alzheimer, antigamente era diagnosticada como loucura ou senilidade e caduquice mesmo. Criaram este nome novo pela descoberta de Alzheimer que ficou “mais leve”, sem denotar muito o estigma da loucura.

     O mal de Alzheimer pode decorrer de um processo de sofrimento como a depressão, solidão, isolamento social, desamparo, repressão longa, pode ser hereditária, depois de alguma perda, choque emocional muito grande em que a pessoa vai convivendo mais não supera.

     O livro em questão conta a história de uma senhora que foi perdendo a memória gradativamente, tinha mania repetitivas tais como: se arrumar a noite pensando que ia numa festa; ficava esperando a filha chegar do trabalho para levá-la, a filha tinha que inventar mil desculpas todos os dias para acalmar a mãe, cada dia era uma festa diferente. Depois a mãe começou a ver pessoas mortas e conversava com elas. Parecia ser sintomas de esquizofrenia...

     Muitas vezes a mãe ficava nervosa, outras calma demais, cheia de manias. Seu cérebro habitava a região da loucura. Certa vez assinou 17 revistas diferentes, se perdia na rua, gastava dinheiro ou perdia, fantasiava, ria sem parar, outras chorava, ia percebendo que a memória ia ficando curta e tentava disfarçar. Era uma mulher que sabia cozinhar, bordar, tricotar, receber, se arrumar e de repente a loucura tomou conta sendo preciso acompanhante para dar banho, comida na boca, etc. Desenvolveu medos estranhos, seus músculos foram parando de funcionar, sua vida parando, esqueceu se tudo, não conhecia mais ninguém...transformou-se em uma criança de uns dois anos ou menos...

     É uma trajetória que começa aos poucos e vai tomando conta da pessoa, parece que uma entidade vai tomando conta de tudo, do cérebro, minando a inteligência, o pensar. A pessoa começa lembrando coisas que marcaram, que fizeram sofrer, se torna metodicamente repetitiva, desagradável e pedante. É um sofrimento enorme para o cuidador e toda família, pois não é fácil viver com uma pessoa “louca”, com personalidade antagônica, misteriosa e escura...

     Escrevi sobre esta resenha pois dizem que nós escritores e poetas estamos na “fronteira da loucura”. Deus queira que não, mas temos sentimentos muito aflorados, nada nos escapa, somos seres muito sensíveis, ficamos tristes ou alegres demais. Nossas emoções são diferentes, sofremos por qualquer coisa, choramos, somos felizes ou infelizes ao extremo...

     Finalizando, aconselho a todos a se cuidarem, não se reprimir mesmo, soltar o que está dentro de si, pois isto pode nos ajudar sim, na saúde psicológica e física evitando somatizações. Cuidar e tratar de depressões químicas ou psicológicas ou seja, endógenas e exógenas. No meu caso vou levando a vida aproveitando cada minuto, pois sofro de depressão química há muitos anos...se disser que não tenho medo também estaria sendo falsa pois também sou humana e é preciso sempre encarar a realidade para ter qualidade de vida...

     A depressão severa pode levar ao suicídio, ao isolamento, a fobias sociais, síndrome do pânico e muito mais. A informação nunca é demais pois em nossas famílias pode ter casos...A depressão deve ser tratada e não ignorada. atualmente sabe-se que remédios para hipertensão e diabetes, podem causar a depressão química (biológica). Infelizmente muitas pessoas ainda não acreditam em depressão, falam até que é adquirida, porém a vida pode surpreender as pessoas que muito julgam, a roda da vida é implacável...Já ouvi alguém falar que depressão é falta de Deus, mas se muitos quando se desesperam vão á igreja procurar alivio, não podem também estar passando por depressão...eta resistência e negação humana...

OBS: Esta resenha está mais parecendo um artigo, pois misturei o livro e informações...mas como ler e não informar também sobre um tema que ninguém gosta de tocar, por medo até inconsciente...é muito penoso e dolorido...É MUITO IMPORTANTE EXERCITAR O CÉREBRO, AJUDA OS NEURÔNIOS A VIVER SEMPRE EM FORMA E SAÚDE...E DEIXA A VIDA NOS LEVAR...VIVER CADA SEGUNDO É IMPORTANTE.
(Norma Aparecida Silveira Moraes)
http://www.recantodasletras.com.br/

terça-feira, 1 de abril de 2014

O BEM NO MAL DE ALZHEIMER - ZULMIRA ELISA VONO

O bem no mal de Alzheimer

Sinopse

Desde 1970, o Brasil observa um acelerado aumento do número de pessoas idosas na sua população. Segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o ano 2025 essa faixa etária crescerá quinze vezes, enquanto a população total crescerá apenas cinco vezes. A proposta desse livro é apresentar as sutis manifestações iniciais do mal de Alzheimer, as estratégias de relacionamento com a pessoa acometida, o conhecimento e o entendimento de sua patologia, seus sinais e sintomas visando transformar o convívio com a doença. O conhecimento facilita o entendimento da doença e fortalece as ações.